mania de gato

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É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me aceite assim. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Sou guerreira. Sou druida. Sou filha da lua. Quero sempre o voo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?

Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!

(autor: Fernanda Mello)

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Guerra do Egos

Dizem que dentro da gente existem dois lados: o lado bom e o lado mau, o anjinho e o diabinho, o id e o superego. Mas essas últimas palavras difíceis, quem disse foi, nada mais, nada menos que Freud, um cara que desvendou a maior parte da mente humana. Mas não precisa de Freud, nem ninguém dizer que é verdade, pois cada um de nós sabemos que existem mesmo dois extremos! E lá estamos nós, bem no meio do bombardeio, sem saber pra que lado olhar, e qual conselho seguir.

Naqueles momentos difíceis em que temos uma decisão para tomar, um lado pede pra fazer a coisa errada e o outro pede pra fazer a coisa certa. Um lado diz que não tem problema, e o outro quase grita: não ouse fazer isso! Como se não bastasse ter que ouvir a opinião de quem mora fora da nossa cabeça, nós mesmo temos dois conselheiros que vivem em guerra, aqui bem dentro da nossa consciência. E que guerra! Não seria bem melhor se todo mundo só tivesse o lado bom? Assim não haveria nada de ruim, de errado, de proibido. Então porquê não é assim? É que às vezes o errado é mais gostoso. O proibido é mais interessante. O desafio é mais emocionante. Já o certo é sempre certo. Mas ser só bonzinho é chato. Então, por mais estranho que parece ser, ninguém é de tudo bom e nem de tudo mau.

Ninguém faz tudo certo, ou tudo errado. Me lembro das vezes em que matei aula, me escondi do castigo, trapaceei no pique-esconde. Também não me esqueço quando não matei aula, não precisei de castigo, ajudei alguém a fazer algo. Tudo bem, às vezes um dos lados ganha, e a gente se arrepende de alguma forma. Mas precisamos de cada um dos dois. Precisamos do diabinho para aproveitar as coisas da vida, e do anjinho para botar limites nas estripulias. Precisamos do lado mau para dizer não em certas situações e do lado bom para ceder em outras. Precisamos dessa guerra que não tem data para terminar. Enquanto estivermos aqui bem no meio do fogo cruzado, ouviremos um lado, o outro, um lado e o outro, fazendo o certo, o errado, o certo e o errado, de novo.
(autor: Maju Sanoli)

Foi-se o tempo!

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Você me pediu perdão como se pudéssemos remover com uma borracha nosso pequeno e trágico passado. Mas eu te perdoei porque não consigo gastar um átimo de segundo da minha existência guardando qualquer sentimento por você. E para te perdoar, precisei perdoar também a mim mesma pela armadilha que criei quando eu estava triste e desorientada demais para achar que você pudesse me dar qualquer tipo de direção e desabei nos seus braços e me deixei levar pelas suas mentiras caudalosas.

E você, com sua personalidade nociva e perversa, e por viver tão afundando na ignorância de ser quem é ainda pensou que ser perdoado era um passaporte para qualquer tipo de aproximação. Não. Agora eu tenho sanidade para fazer escolhas certas e não estou mais frágil como antes. O que você me causou e as consequências graves que tive que administrar sozinha, por causa da sua covardia, me fortaleceram de tal forma, que o meu horizonte interno se ampliou no peito e nos olhos e o meu tamanho teve que ser aumentando para comportar tantos aprendizados.

Por isso, a pessoa que consegue te perdoar hoje, não é a mesma que você feriu com toda crueldade que eu não sabia ser possível num ser humano considerado socialmente normal. O mal que você tem feito a si mesmo, não é mais problema meu e a minha presença seria um presente dado a alguém que não tem a menor condição de receber o que é bom. Eu poderia ter ajudado você a se lapidar com a minha predisposição para o amor. Mas você, acostumado a viver na escuridão, não soube suportar a minha luz.
Espero que encontre alguma paz se algum dia conseguir e quiser viver dentro da honestidade.

(autor:Marla de Queiroz)

A arte de Não Adoecer

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À você, que só reclama que vive doente, com dor, e que sua vida é um Inferno…
Antes de reclamar, tente agradecer.. e perceber que seu corpo só responde aos seus atos, e à energia que você mesmo está atraindo…

Para ser feliz livre-se, primeiro, de você mesmo.
(Do seu passado, de seus sentimentos ruins, de suas angústias, e de suas reclamações)
Assim você fica mais leve.. e mais fácil de se sentir flutuando… ;)

Recebi este texto por e-mail e fiz questão de compartilhar. Ele condiz com tudo que penso e falo por aqui.

A arte de Não Adoecer
Dr. Dráuzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. está acumulando toneladas de peso … uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia

próprio nó

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A gente pode dar um nó por mil motivos nessa vida. Não é uma decisão fácil, e nem todo mundo consegue fazer exatamente quando quer. Às vezes, acontece. Sem motivos explicáveis ou todos do mundo. Queremos parar de tropeçar, proteger, afastar ou segurar alguém. Um sentimento. Um breve momento que seja.

Um laço mal dado também às vezes vira um nó. Acontece sempre quando a gente quer que dure mais tempo do que realmente deveria durar ou quando não temos tempo e alma pra fazer. Um passo, dois passados, um tropeço. Desamarrou, embolou e deu nó.

Algumas pessoas não conseguem desfazer o próprio nó. Vivem, incansavelmente, buscando uma maneira de fazer com façam isso por elas. Beijando, bebendo, enlouquecendo e esticando a corda até  quase o limite.  Assim não funciona, o nó aperta e fica mais forte. Dia após dia.

Alguns nós não podem ser simplesmente desfeitos. São eles que seguram nossa alma dentro do nosso próprio corpo. Eles que nos fazer aguentar firme as quedas que a vida dá todo dia. Seja continuando lá, ou na hora certa, desaparecendo, pra que finalmente percebamos que nossa corda é mais longa do que imaginávamos. Ou que lá embaixo, no fundo do poço, existe alguém olhando pra cima e com os braços abertos.

Quer saber? Chega dessa coisa de alma gêmea. Sempre existirá alguém, e não necessariamente será essa pessoa sempre. A dura realidade é que nós seres humanos não fomos feitos pra eternidade. Assim como o que sentimos. Seguimos em frente, e levamos o melhor o pior de tudo aquilo que vivemos. Pra da próxima vez, nos próximos nós que surgirem, consigamos nos libertar sem sofrer pelas mesmas dores.

Tudo isso porque, independente de quem você seja ou com quem esteja, no final, será sempre só você e esses grandes e (quase) impossíveis nós.
(autor: Bruna Vieira)

pensando…

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Desde que me entendo por gente venho culpando e colocando carga sobre o tempo. O tempo que se encarregue dos corações partidos, ou dos problemas não resolvidos.
A verdade mesmo é que o tempo não resolve muita coisa, no fim das contas fazemos o que temos que fazer e ponto.
Se não foi não era pra ser, se não deu era porque não ia dar certo de qualquer forma… o tempo só nos ajuda a assimilar o que no fim era duro demais pra gente engolir assim, sem nem uma aguinha pra descer.
E aí você se vê em algum ponto da sua vida que mais parece uma vírgula, não tem muito pra onde correr, sabe? ou você resolve e continua escrevendo, ou você para o texto por ali, inacabado, sem sentindo. Ninguém gosta daquilo que para pela metade, mas sabe do que eu não gosto mesmo? é do texto escrito as pressas, sem aquela revisada final, aquela coisa que a gente faz só porque era o que esperavam da gente, porque estava na hora… Hora? quem foi que te disse que a vida tem hora? Por mais que tentem, e vão tentar, ninguém pode te dizer o que fazer, ou quando fazer. Já fui de jogar pedra e de julgar a escolha dos outros, e com o tempo vi que morder a língua faz parte, e o melhor: descobri  que não dói nem um pouco. Venho mordendo desde então, cada vez mais fundo, cada vez mais longe…

(autor:Luanna Gouthier)

conflito

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Eu vivo em constante conflito comigo mesma, vivo pensando e pensando.
Meu humor pode ser alterado rapidamente. Quando tenho uma opinião formada, não há quem consiga modifica-la.
As vezes sinto que somente eu me amo. Sou escorpiana! Tenho alguns objetivos e pretendo alcança-los.
Enfim, as vezes me entendo por completo.. mas as vezes não me entendo nem um pouco.
Sou mais ou menos assim.
Mas por palavras você não ira conseguir me entender, só quem me conhece sabe como eu sou.
E as vezes nem eles.
Então não tente me entender, essa tarefa é complicada demais.
(autor:Thaiane Lima)

O bom da vida é que ela é SUA!

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Inspire. Expire. Respire. Puxe todo o ar que conseguir e saboreie: viver é uma delícia. O calor, o frio, o arrepio: viva tudo o que puder. Do inverno à primavera, os dias estão a sua espera, sedentos. Doe-se às experiências. Doa-se o resto. Um beijo, um abraço, um riso, uma viagem, um plano, uma vodka, um frio na barriga… entregue-se às sensações! E, com um pouco de magia humana, construa com elas histórias que mereçam sobreviver a vida inteira. Por favor, não se deixe cair no mesmo. Não perca a capacidade de admirar-se. Mantenha sempre aquecida a sua sensibilidade, que ela se encarregará de não deixar morrer o encanto.

Seja. Sinta. Permita. Morda o fruto proibido: o mundo é seu. Aceite ao menos descobrir o que ele tem para oferecer. Não tenha medo, não tenha fé; tenha amigos. E que alguns sejam serpentes e soprem ao seu ouvido que há vida além das videiras. E que você decida o que é bom e o que é mau. Vá ao outro lado. Vá aonde quiser. Há tanta gente, tanto lugar, tanta eternidade esperando para serem descobertos! Extravase os limites do Éden. Crie os seus próprios limites. Pecados e paraísos: quem disse que devem ser paradoxos? Não esqueça: a vida não é eterna, mas pode ser intensa.

Irradie. Inove. Renove. Conjugue todos os verbos que quiser: a escolha é sua. Não importa o que dizem a sintaxe ou a morfologia, mas sim o sentido que dá o coração. Não espere o tempo engolir o prazo de validade. Deixe cicatrizar. Diga que ama. Ou que não ama mais. Perdoe. Peça perdão. Ria alto. Olhe nos olhos. Liberte-se. Veja no espelho os reflexos de sua história, sentimentos e situações, e então diga o que é certo e o que é errado – ninguém mais poderá fazê-lo. Não se preocupe, o que se faz pra ser feliz dispensa explicações. A felicidade é primordial, e por isso, por si só justifica-se. Então, pronuncie em voz alta o que você quer o que você pode. Sim, querer é poder. Pois o bom da vida é mesmo essa coisa de gostar e desgostar; planejar, destruir e reconstituir; tentar e tentar de novo. O bom da vida, meu amigo, é que ela é sua.
(autor: Sâmia Louise)

achou seu coração no lixo, foi?

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Quantas vezes você repetiu a frase: “Ele não presta!”. Hein?
Acho que nem precisa pensar muito. Ela vive na boca da maioria das mulheres, mas, adivinha só o que elas têm em comum? Elas levaram um pé na bunda. Sim, meus amigos. Foram largadas, ignoradas, descartadas.
Dói? Dói muito. Dói demais. Então lógico que é mais fácil atribuir toda a culpa a outra parte da relação. Aquela parte que entrou com o pé bem no meio da sua bunda. É claro que quem faz sofrer é a parte ruim, a parte sem coração, a parte que não entende. Que não presta.
Mas, tem uma frase que eu adoro e ainda vou transformar em imã de geladeira para colar na minha:
“As pessoas só fazem com a gente, o que a gente permite”.

Então, se ele te usou e te tratou como qualquer objeto descartável que não merece nenhuma consideração, deve ser porque você deixou.
E no fim das contas nem é o pé na bunda que dói, é o EGO.
Porque no fundo, você sabia!

Enquanto houver mulheres dispostas a tapar os ouvidos e os olhos por causa do medo de ficarem sozinhas, aceitando gato por lebre, achando que traição, falta de comprometimento, consideração e outras coisinhas mais, é coisa de macho mesmo e deve ser relevado, afinal, antes mal acompanhada que só, haverão homens sem respeito pelo sentimento alheio.
Lei da oferta e procura. Simples assim.

(Autor: Jackie)